
Caminhando na multidão sinto teu perfume, meu cérebro entra em conflito te procuro em vão, mas são tantas faces desconhecidas indo indo e vindo e aquele aroma foi tão breve, mas a esperança de te ver é descomunal mesmo com a certeza que não estaria ali me apego ao acaso. Acho incrível como montamos a imagem da pessoa quando queremos muito ver ela pois encontrei um pouco de você é unica, não existia a possibilidade de me confundir, mas algum tempo havia passado se era você ou não, não saberei, caminho mais algumas quadras e vejo um homem indiferente a multidão numa atitude singular vejo ele tirando fotos de um prédio, certamente muitas pessoas moravam nele, corro os olhos prédio a cima, só vejo janelas e concreto, mas ao passar por uma janela algo me chama a atenção, havia duas rosas na sacada, penso se o senhor contemplava a mesma cena, olho elas levemente arqueadas para fora da sacada um ao lado da outra como se estivessem olhando as pessoas passarem. Me lembro do instante em que senti teu perfume, penso se não era você meu par, minha rosa, perdida por entre os corações de concreto das pessoas que passavam indiferentes com meu desespero de te encontrar. Em fim acabei não te encontrando, mas as memorias transbordam minha mente mais uma vez.








